Apetece-me estourar as rimas
Deixar versos enforcados
Fazer uma salada de palavras
dissonantes, sem sentido, sem olhar...
A poesia não se reduz a sons.
A poesia brota do coração,
É pensamento,
É sopro
É vento,
É folha de papel,
É movimento
É fome e pão.
A poesia não tem ritmo, mas tem compasso
A poesia é o que um poeta sentir ao escrever
A poesia é o que tu sentes ao ler
A poesia é sedução.
É o que de mais puro e belo
Pode conter um humano coração.
A poesia é um olhar
A poesia é o bocejo do velho
É o exuberar do jovem
É sorriso de criança.
A poesia é canto e dança,
choro e alegria.
É sofrimento e dor,
É ramo verde
É horizonte
É luar , sol e flor...
Enfim...
O mundo é a poesia
E o poema é que lhe dá a cor.
7 comentários:
Isto (o pronome está a ser usado com o valor que Pessoa nos transmitiu) é fruto um trabalho árduo, que depois de pronto foi para uma gaveta (no teu caso para uma pasta do computador), ou ontem sentaste-te, olhaste para o ecrã, pegaste no teclado e as palavras foram aparecendo?
Dizem os entendidos que o processo de criação literária é demorado e doloroso, mas eu vejo a facilidade com que a nossa Leonor escreve um texto que lhe tenhamos pedido ... e fica sempre bonito.
E no teu caso? Isto, claro, se quiseres partilhar essas informações...
Também fiquei a pensar nisso ;) e também gostei muito de ler!
Eu tambem. As tuas palavras têm cor e alma, Jordas. Por isso, meu amigo, podes dar-te ao luxo de as enforcar nos ramos da tua sensibilidade para depois brincares com elas.
Assim, ressuscitadas, elas ganham novos sentidos e fazem-nos felizes.
PDêPê e restantes profs: o que acham da ideia de fazermos uns jogos florais neste blogue? Lançamos temas ou palavras(muitos) e a Leonor e o Jordas (mais participantes se houver outros talentos escondidos ou simples amadores com vontade de experimentar) dizem o que lhes vai na alma (numa frase, num poema, num texto). Depois, nós lemos, comentamos ... e fingimos que não temos inveja. Ficaria tudo arrumadinho no blogue ( não sei onde, tu, Dêpê, é que percebes disso). É que me parece um desperdício os textos deles andarem perdidos em comentários que, se calhar, vamos perder. O que te parece?
Boa ideia, HP, e que coincidência: ia mesmo fazer mudanças no nosso blogue para poder dar mais liberdade a uns e tornar o blogue menos 'assustador' para outros... porque é preciso, assim como fazemos nas nossas turmas, tentar que todos se sintam em casa ;)
Concordo plenamente como o que disse HP. Realmente, a qualidade literária dos textos da Leonor e do Jordas é fantástica. Eles têm o dom da escrita!!! Disso não tenho dúvidas!Devo acrescentar ainda que, apesar de ter trabalho acumulado, desde que vi os textos lindos que se escrevem neste blogue, e não estou a falar unicamente da Leonor e do Jordas, os outros postes também têm o seu valor,não consigo deixar de entrar nele, mesmo que seja só durante quinze minutos para ver se há novidades. Adoro ler os postes e os comentários publicados no blogue.
Oi,
relativamente ao poema ele já tem alguns anitos, foi escrito em Santa Cruz a 10-12-1983. Foi num tempo de rebeldia e muita luta. Em que a poesia era uma fuga aos desencontros e desencantos da vida.
Enfim, memórias sempre presentes, e que me fazem recordar que já vivi tempos piores que os de hoje.
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