Não sei a razão da nostalgia que sinto nesta quinta de tarde. Será do céu cinzento? Do ar fresco? Das ruas molhadas? Das imagens que não me passam pela memória?Do murmurinho das crianças ao saírem da escola? Será que foi pelo correr do vento, assobiando nas telhas dos beirais? Das árvores molhadas e sombrias? Se calhar foi um defrag à minha memória que aflorou, algures, um regresso ao mar passado, e a uma festa, cheia de cor, sal e maresia, com Gil Vicente, e à mistura, demónios e anjos...
Serão os anjos da memória ou os demónios do passado aflorando o presente?
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
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2 comentários:
Ai! as coincidências ... hoje, na sala dos professores, relembrámos festas (grandes) de outros tempos e falei num tal "Auto da Barca" que atirava os passageiros para a água da Barreirinha.
tenho saudades desta e de outras festas. Mas os tempos são outros, as motivações tambem.
Acho que a garganta se me apertou um bocadinho. Deve ser a falta de uma certa gargalhada que abriu um buraco no céu da escola que ainda não fechou.
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