Para nos entretermos, mais dois desafios: onde estamos? São ilhas, lá perto andarão vaquinhas no meio de muito verde, ficam em países diferentes, falam línguas diferentes e com sotaque característico, têm habitantes orgulhosos da sua identidade. Deram-nos dois grandes escritores: um escolheu para título de uma das suas obras um herói grego; outro falou de um curta (no espaço) mas difícil travessia (em todos os sentidos).
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
SEMPRE O MAR
Para nos entretermos, mais dois desafios: onde estamos? São ilhas, lá perto andarão vaquinhas no meio de muito verde, ficam em países diferentes, falam línguas diferentes e com sotaque característico, têm habitantes orgulhosos da sua identidade. Deram-nos dois grandes escritores: um escolheu para título de uma das suas obras um herói grego; outro falou de um curta (no espaço) mas difícil travessia (em todos os sentidos).
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
O Anoitecer no Mar

Já que se aproxima o dia dos namorados, decidi colocar está paisagem cheia de romantismo. Nela temos um casal de namorados abraçados no mar, durante o crepúsculo vespertino. Estão na praia de Santa Fé. A praia fica na Améria do Sul. A língua oficial é o espanhol- Castelhano. A capital do país é Caracas. Fácil, não é verdade?
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Olhar do passado
Não sei a razão da nostalgia que sinto nesta quinta de tarde. Será do céu cinzento? Do ar fresco? Das ruas molhadas? Das imagens que não me passam pela memória?Do murmurinho das crianças ao saírem da escola? Será que foi pelo correr do vento, assobiando nas telhas dos beirais? Das árvores molhadas e sombrias? Se calhar foi um defrag à minha memória que aflorou, algures, um regresso ao mar passado, e a uma festa, cheia de cor, sal e maresia, com Gil Vicente, e à mistura, demónios e anjos...
Serão os anjos da memória ou os demónios do passado aflorando o presente?
Serão os anjos da memória ou os demónios do passado aflorando o presente?
(Quase) nada
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Paraíso perdido
Onde eu gostaria de estar agora...
... se não tivesse de preencher termos ;)
Olhando o mar do quentinho dum quarto da estalagem de...
MAIS PISTAS:
- algas, sargaço, neblinas e nortadas...
- pertinho da cidade onde se realizam as 'Correntes da Escrita'... e da terra da nossa colega L...
Chama-se ...
Olhando o mar do quentinho dum quarto da estalagem de... MAIS PISTAS:
- algas, sargaço, neblinas e nortadas...
- pertinho da cidade onde se realizam as 'Correntes da Escrita'... e da terra da nossa colega L...
Chama-se ...
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Paisagens da alma
Olá pesoal, estou de novo por estes lados, postando umas letras na tela, mas com a cor duma imagem de telemóvel.
O sol espreitava timidamente, por entre as matinais nuvens, o penhasco que se ergue vertical e de esguio a meio do mar. O Ilhéu do Lido. A caminhada matinal que oxigena o corpo e a mente, tem destas coisas belas que muito nos passam pela vista, mas que raramente as vemos.
O mar cuspia de raiva lá em baixo e alguns salpicos de maresia chegavam, trazidos pela brisa até cá em cima. Aquela manhã tinha o gosto do sal fresco e alvo, tingida de luz e cor como uma tela de um pintor. Não sei qual. Mas isso não importa!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Porto Santo - da liberdade
Os tempos eram bons. Sem nada que atrapalhasse o sol e a praia e a soltura dos dias. Nas férias (de gente pobre), íamos com outra família para o Porto Santo - casa emprestada, a tralha toda no barco, o enjoo da viagem e a alegria de chegar. POrque eram férias. Porque éramos felizes. Porque o Porto Santo cheirava a cardos e a mar, a calor e a liberdade.
E eram as uvas. (Nunca mais comi uvas assim!). E o pão quente que engolia a manteiga ( pouca, que éramos muitos). E os gelados da vila que escorriam pelos dedos nas noites quentes de Agosto.
Guardo-o comigo, embrulhado nas memórias dos amigos, de uma infância boa, de um tempo em que nada mais importava para além do momento. Guardei-o no Pingo de sol na areia.
Escrever este livro permitiu-me voltar a sentir o queimor do sol na pele, quando ainda não havia medo das doenças, o gosto do pão quente comido à noite, depois do passeio, o cheiro seco a cardos, as gargalhadas felizes, o gosto inigualável das uvas, dos figos e das melancias que nos coloriam os lanches.
E eram as uvas. (Nunca mais comi uvas assim!). E o pão quente que engolia a manteiga ( pouca, que éramos muitos). E os gelados da vila que escorriam pelos dedos nas noites quentes de Agosto.
Guardo-o comigo, embrulhado nas memórias dos amigos, de uma infância boa, de um tempo em que nada mais importava para além do momento. Guardei-o no Pingo de sol na areia.
Escrever este livro permitiu-me voltar a sentir o queimor do sol na pele, quando ainda não havia medo das doenças, o gosto do pão quente comido à noite, depois do passeio, o cheiro seco a cardos, as gargalhadas felizes, o gosto inigualável das uvas, dos figos e das melancias que nos coloriam os lanches.
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domingo, 25 de janeiro de 2009
Memórias
Muitas. De lugares verdes e azuis que teceram momentos felizes. Muitos. Feitos de mar e montanha, de piqueniques sonhados de véspera, de risos e cantigas contra o enjoo. A ilha. Esta. A que continuo a guardar dentro de mim. A que vou buscar quando a noite chega e eu tenho frio e medo.
Memórias? Claro. Muitas. Daquelas que nunca me permitirão ser infeliz.
Memórias? Claro. Muitas. Daquelas que nunca me permitirão ser infeliz.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Ponta Delgada
Associo Ponta Delgada a fins-de-semana com amigos. A vila é pequena e sossegada, não particularmente bela, mas, se procurarmos, encontraremos casas antigas muito bonitas, embora nem sempre preservadas. Também é natural passarmos por algum habitante com um molho de erva à cabeça que nos dirá "Bom Dia". Costumamos ficar no hotel e, dependendo da localização do quarto, podemos ver o mar que, quando está calmo, tem umas cores lindíssimas ou olhar para um muro de verde que é a serra. Outra coisa boa é o facto de, a partir dali, podermos escolher bons restaurantes, quer na direcção de Porto Moniz. quer para o lado de S. Jorge ( a Casa da Palha tem uns pratos óptimos!)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Memórias da minha terra
Para o meu primeiro poste, escolhi a freguesia da Madeira onde cresci... Aquela que foi baptizada com o nome das canas delgadas, os carriços, que a cobriam nos tempos da descoberta da ilha.
Mais tarde, devido ao plantio, quase restrito deste local, da hortenseliliácea, recebeu a alcunha de «Terra da Cebola». É mesmo! Vou colar algumas memórias do cantinho da minha infância e adolescência: do Caniço. Um Caniço tão diferente do actual... Mal acordava, no cimo da montanha, avistava a igreja, a escola primária, a praça de táxis, o azul do mar... Não era um mar qualquer... Apesar de ouvir mil e uma histórias de assombrar, considerava-o um amigo...
Ainda me lembro... nas férias grandes, em grande azáfama, com os meus primos, ia a pé até à praia da Cana Vieira. A enorme vontade de abraçar o mar encurtava a distância a percorrer... Depois de palmilharmos pedaços de estrada e veredas inteiras, chegávamos a uma espécie de miradouro, de onde víamos o mar, lá em baixo, à nossa espera. Sem demora, descíamos o caminho rasgado num gigantesco rochedo... Mal chegávamos, soltávamos a roupa e, em fato de banho, entregávamo-nos ao mar, às brincadeiras... As horas passavam, sem notarmos, numa praia quase nossa. No entanto, havia sempre uma tia (a nossa «guarda-tudo») que nos avisava que estava na hora de regressarmos... Entre muitos «ós», metíamo-nos debaixo de um duche improvisado; tirávamos o sal que teimava ficar no nosso corpo e, coradinhos, à sombra das canas vieiras, iniciávamos a longa subida com a promessa de voltarmos em breve. Pelo caminho, trocávamos ideias sobre o sabor do gelado que iríamos comprar na venda mais próxima...
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Porto Moniz (ver poste anterior)
Adoro o Porto Moniz porque tenho boas recordações de muitas passagens por lá! Talvez seja de um Porto Moniz que já não existe... mas tenho saudades na mesma...
E, claro, dos tempos passados na piscina e de olhar o farol em frente e o mar do Porto Moniz, que é de um azul muito especial !
Nada que se compare em toda a Madeira ;)
(aceitam-se outras opiniões ;)
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