Não sei a razão da nostalgia que sinto nesta quinta de tarde. Será do céu cinzento? Do ar fresco? Das ruas molhadas? Das imagens que não me passam pela memória?Do murmurinho das crianças ao saírem da escola? Será que foi pelo correr do vento, assobiando nas telhas dos beirais? Das árvores molhadas e sombrias? Se calhar foi um defrag à minha memória que aflorou, algures, um regresso ao mar passado, e a uma festa, cheia de cor, sal e maresia, com Gil Vicente, e à mistura, demónios e anjos...
Serão os anjos da memória ou os demónios do passado aflorando o presente?
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Paisagens da alma
Olá pesoal, estou de novo por estes lados, postando umas letras na tela, mas com a cor duma imagem de telemóvel.
O sol espreitava timidamente, por entre as matinais nuvens, o penhasco que se ergue vertical e de esguio a meio do mar. O Ilhéu do Lido. A caminhada matinal que oxigena o corpo e a mente, tem destas coisas belas que muito nos passam pela vista, mas que raramente as vemos.
O mar cuspia de raiva lá em baixo e alguns salpicos de maresia chegavam, trazidos pela brisa até cá em cima. Aquela manhã tinha o gosto do sal fresco e alvo, tingida de luz e cor como uma tela de um pintor. Não sei qual. Mas isso não importa!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Memórias da minha terra
Para o meu primeiro poste, escolhi a freguesia da Madeira onde cresci... Aquela que foi baptizada com o nome das canas delgadas, os carriços, que a cobriam nos tempos da descoberta da ilha.
Mais tarde, devido ao plantio, quase restrito deste local, da hortenseliliácea, recebeu a alcunha de «Terra da Cebola». É mesmo! Vou colar algumas memórias do cantinho da minha infância e adolescência: do Caniço. Um Caniço tão diferente do actual... Mal acordava, no cimo da montanha, avistava a igreja, a escola primária, a praça de táxis, o azul do mar... Não era um mar qualquer... Apesar de ouvir mil e uma histórias de assombrar, considerava-o um amigo...
Ainda me lembro... nas férias grandes, em grande azáfama, com os meus primos, ia a pé até à praia da Cana Vieira. A enorme vontade de abraçar o mar encurtava a distância a percorrer... Depois de palmilharmos pedaços de estrada e veredas inteiras, chegávamos a uma espécie de miradouro, de onde víamos o mar, lá em baixo, à nossa espera. Sem demora, descíamos o caminho rasgado num gigantesco rochedo... Mal chegávamos, soltávamos a roupa e, em fato de banho, entregávamo-nos ao mar, às brincadeiras... As horas passavam, sem notarmos, numa praia quase nossa. No entanto, havia sempre uma tia (a nossa «guarda-tudo») que nos avisava que estava na hora de regressarmos... Entre muitos «ós», metíamo-nos debaixo de um duche improvisado; tirávamos o sal que teimava ficar no nosso corpo e, coradinhos, à sombra das canas vieiras, iniciávamos a longa subida com a promessa de voltarmos em breve. Pelo caminho, trocávamos ideias sobre o sabor do gelado que iríamos comprar na venda mais próxima...
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Porto Moniz (ver poste anterior)
Adoro o Porto Moniz porque tenho boas recordações de muitas passagens por lá! Talvez seja de um Porto Moniz que já não existe... mas tenho saudades na mesma...
E, claro, dos tempos passados na piscina e de olhar o farol em frente e o mar do Porto Moniz, que é de um azul muito especial !
Nada que se compare em toda a Madeira ;)
(aceitam-se outras opiniões ;)
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