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... se escrevem e apagam textos, imagens, filmes, etc, etc, ... conversando e desconversando e tentando descobrir para que servem os blogues na nossa vida profissional :)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Esta Língua Portuguesa

Este foi um texto que umamigo me enviou:

"Este texto é dos melhores registos de língua portuguesa que eu tenho lido sobre a nossa digníssima 'língua de Camões', a tal que tem fama de ser pérfida, infiel ou traiçoeira.

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta: - Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?
O candidato respondeu: - Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.

De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira': - Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic)pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à p*** que o pariu!"

7 comentários:

DêPê disse...

Muito bem elaborado, escrito ou feito ;)
(espero que não repares que o lápis azul passou por aqui e inseriu, colocou ou meteu três asteriscos (correspondem ao apito que se ouve na televisão em circunstâncias semelhantes ;)

agapê disse...

Não fossem os epítetos lançados à progenitora do senhor do palanque, este texto era óptimo para ensinar os níveis de língua (será que o Jordas o dava assim mesmo?)

Já o conhecia, porque a net não perdoa achados destes...

JORDAS disse...

Claro que o daria com algum cuidado, mas acho que apesar do lápis que fez bem em colocar os apititos, eu não teria medo de o abordar exactamente assim. E aproveitaria para abordar/corrigir outros termos diários do calão escolar.
O mundo dos nossos alunos está povoado de termos mais fortes, penso que muitos deles, reflectem apenas a sua pobreza vocabular, mais do que malícia ou má educação.

DêPê disse...

Os apititos acabam por chamar a atenção para as palavras, com a vantagem de ninguém poder ser acusado de as ter usado ;) Concordo com o Jordas: não é por malícia, é apenas uma pobreza vocabular aterradora... Na primeira aula que dei este ano, ao perguntar a um aluno por que razão tinha deixado o seu emprego, a resposta foi simple e clara: "Porque era uma m****" Por deformação profissional ou não, mantive a calma e convidei-o a fazer uma revisão oral dos adjectivos e a descrever de uma forma mais 'completa' o trabalho que ele tanto detestou: fê-la com a mesma naturalidade da primeira resposta, utilizando palavras 'autorizadas'. A questão resolveu-se bem, mas fiquei com a certeza que não 'ensinei' nada, nem consegui convencê-lo que 'exaustivo, fatigante ou cansativo' conseguem exprimir mais que M****

agapê disse...

Não uso a palavra M****, mas lá que ela tem muita força....

DêPê disse...

Sim, eu ia acrescentar isso, mas depois comecei a pensar que uma coisa é a força emocional da palavra e outra a força racional... e quando a fico a pensar nas coisas, já não as escrevo :( Em relação ao usar, sim, eu uso... em certas circunstâncias e com certas pessoas ;)

DêPê disse...

Nem de propósito, estive a ver um programa na tv sobre Jorge de Sena, em que foram lidos alguns textos dele, que incluíam as palavras m**** e p*** sem qualquer apitito a enfeitar ;)